"Existir é uma dor do começo ao fim, um pouco de gozo na carne e nada mais"

Mensagem de Boas Vindas


"Escrever Noite Escura foi um processo bastante complicado, enquanto praticava corrida, as imagens iam me invadindo. Algumas eram muito fortes, e elas foram se repetindo ao longo dos meses. E eu não compreendia o que elas queriam dizer. Eram emoções e informações confusas que me ocupavam e perturbavam. Eu me sentia angustiado, pois via os gêmeos fazendo as suas crueldades e elas eram muito reais na minha imaginação. Eu queria escrever, queria saber que estória era aquela, mas não conseguia. Então de forma um pouco desesperada, desabafei gravando no celular, e quem falou foi o protagonista da estória, por duas vezes a voz dele que vinha de dentro de mim desabafou sua angústia. Pouco tempo depois que escrevi o depoimento, o livro começou e não parou mais. Comecei tentando controlar o fluxo de criação, trabalhava um dia ou dois por semana inicialmente, mas fiquei tão envolvido que ocupei todos os momentos livres, e ao final de 63 dias o livro estava completamente pronto. Mas sofri cada uma das suas linhas. Ri e chorei com os personagens, participei das suas estórias, dos seus medos, das suas festas, das suas lutas, e principalmente das suas ansiedades".

Sobre o Escritor

Luiz Vadico nasceu em 1967 em Itápolis. Filho de comerciantes, teve uma infância simples de cidade de interior, mas isso não o impediu de aprender a ler antes de ir à escola. Foi marcado na infância pela morte quando perdeu a avó e a tia-madrinha. Passou a frequentar e admirar o Cemitério e ter o encantamento pelo lugar.

Começou a escrever aos 11 anos, ganhou sua primeira máquina de escrever aos 12. Não demorou muito para criar seu primeiro livro "As Aventuras de Defoe em Outra Dimensão", 120 páginas de pura fantasia. Por ler muito, sempre teve facilidade com as ciências humanas, por incentivo de um professor, cursou História e passou a lecionar.

Formou-se em História com ênfase em Religião e História da Arte, Mestre e Doutor em Multimeios pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com a tese: “A Imagem do ícone. Um Estudo sobre a adaptação da Vida de jesus Cristo para o Cinema – 1896 a 2004”. Reconhecido atualmente como um dos mais importantes pesquisadores do país em Cinema e Religião.

Foi na Unicamp, em meio à vida estudantil, que descobriu as possibilidades do conto, da poesia e da crônica. Como contista recebeu menção honrosa no concurso promovido pelo Instituto de Economia da Unicamp, em 1993, com o conto "Três histórias de Pai", publicando neste mesmo ano "A Porta", na revista Copula nº 1, mantida pelo Diretório Central dos Estudantes. Em 1998, esteve entre os vencedores do "Concurso Nacional Poetas do Fim do Século", promovido pela Editora Shan.

Em 1999, publicou seu primeiro livro de ficção, "Maria de Deus", pela Editora Átomo e Alínea. No mesmo ano foi premiado com o 2º lugar, no tradicional "Concurso Nacional de Contos Ignácio de Loyola Brandão de Araraquara", com a obra "Solidão Macedônica", tendo o mesmo publicado na coletânea Contos Premiados - Prêmio Ignácio de Loyola Brandão - IX Concurso Nacional de Contos. Em 2006, se mudou para São Paulo; neste mesmo ano participou do "Concurso de Contos Unicamp 40", realizado em comemoração aos quarenta anos da Universidade Estadual de Campinas. Seu conto "O Filosofo" está entre os 40 contos selecionados para o livro Contos, Unicamp Ano 40, publicado pela Editora da Unicamp, em 2007. No mesmo ano, criou seu blog, nele é possível encontrar poesias, crônicas, contos, estórias, vídeos, produzidos pelo autor. Em 2010, lançou o livro "Filmes de Cristo. Oito Aproximações", uma coletânea de artigos sobre filmes que têm como tema a adaptação da vida de Jesus Cristo. O mesmo teve uma matéria de destaque na Revista IstoÉ, em dezembro de 2010. Em 2012, lançou pelo selo Novos Talentos da Literatura Brasileira o livro de contos “Memória Impura”, ambientado na antiguidade clássica. Sempre enveredando pela Fantasia Histórica, apresentou em 2013 a aventura Noite Escura, refletindo sobre a condição humana e a identidade masculina, rompendo com o gênero épico.

Em 2015 lançou O Campo do Filme Religioso. Cinema, religião e sociedade, pela Paco Editorial. Livro que resume anos de pesquisa e que soluciona problemas diversos da área, bem como introduz ao assunto os interessados em iniciar novas pesquisas. Uma obra fundamental. Em 2016 lançou Cinema & Religião. Perguntas e respostas, também pela Paco Editorial, uma coletânea de entrevistas dadas ao IHU-Online, do Instituto Humanitas (Unisinos – RS), obra de interesse, pois nela o autor abre perspectivas para além das existentes em outras obras, dando espaço para o surgimento de novos trabalhos.

Nesse mesmo ano, surge Fábulas Cruéis, pela Editora Empíreo. Mantendo seu estilo Luiz Vadico novamente rompe com a forma do gênero, mas preserva o espírito das fábulas. Desta vez a obra reflete problemas éticos e emocionais vividos pelas pessoas no mundo contemporâneo. Um trabalho instigador que merece ser lido e relido várias vezes. Mantendo sua postura, com este livro o autor reafirma: “Não consigo escrever nada que não faça as pessoas refletirem”.